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A CORAGEM DE SER

Jesus Amigo 2Na última semana, a mídia se alvoroçou com a revelação da sexualidade do ginasta Diego Hypólito, medalhista olímpico e figura pública do cenário esportivo brasileiro há mais de uma década. De uma hora para a outra, como sói fazer, a imprensa se meteu a fazer análises e replicar a notícia com o intuito de ganhar mais visualizações (o que, na atual conjuntura, é o que dita o sucesso dos jornais e portais de informação). Foi aí que, acidentalmente, o assunto veio à minha atenção, pois algumas pessoas compartilharam a notícia e comentavam coisas do tipo “isso, a gente já sabia”.

Ao ler a notícia, entretanto, ficava bem claro que não se tratava de mais um relato condescendente de alguém que queria visualizações e chamadas na mídia. Era uma história de alguém que passou boa parte de sua vida adulta escondendo de sua família algo que, obviamente, era auto evidente.

Ou seja, o relato fala de um grande e vitorioso atleta, no auge de sua carreira e com toda a visibilidade que seu mérito profissional trouxe, que não conseguia partilhar das coisas mais simples da vida com as pessoas mais próximas de si. Continue lendo A CORAGEM DE SER

Guerras e rumores de guerra

tra24.24.  4 E Jesus respondeu: — Tenham cuidado para que ninguém os engane.5 Porque muitos virão em meu nome, dizendo: “Eu sou o Cristo”; e enganarão a muitos. 6 E vocês ouvirão falar de guerras e rumores de guerras. Fiquem atentos e não se assustem, porque é necessário que isso aconteça, mas ainda não é o fim. (Mateus 24.4-6 – Nova Almeida Atualizada)

Os atentados e crimes que ocorrem com frequência cada vez maior nos nossos noticiários nos colocam frente a uma difícil realidade: não há mais segurança na face da Terra. Parece que a profecia bíblica, ganha significado ao sabermos que não há mais a certeza de que voltaremos para casa sãos e salvos. O pior, não se trata mais de guerra entre reinos formais e sim lutas entre entidades invisíveis, ocultas no sistema social, religioso e político, que tramam suas artimanhas às escondidas, sem que saibamos quando e onde agirão.

Tudo isso nos desperta para um desafio novo: promover a paz e falar de justiça em um mundo cansado de promessas vazias. A Igreja vai, cada vez mais, tomando um papel contra cultural, de entidade que “luta contra o senso comum”, proclamando verdades eternas mas que parecem tão inatingíveis.

Nossa missão, como arautos da paz, deve ser tão somente proclamar o Evangelho. É esse o chamado sacerdotal de todo fiel. Pois o Evangelho proclamado, se feito de coração limpo e sem rancor, traz a paz que transcende todo o entendimento. É a paz de Jesus. Jesus… o mesmo que nos assegurou que haveria guerras, dor e aflição, mas que, mesmo assim, nos prometeu alegrias eternas.

Portanto, tenhamos em nosso coração a certeza de que, apesar de todas as guerras e rumores de guerras, a vitória final está em Cristo Jesus. Essa é a realidade que precisamos proclamar. Essa é a fé que somos compelidos a continuar. Essa é a esperança de todo o fiel. Sigamos em frente, na certeza inabalável de que o Cristo Ressuscitado vai à nossa frente, e nos pede que sejamos agentes de construção do seu Reino em meio a tantas calamidades, miséria, peste, fome e dor.

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Unidade na (a)diversidade

Unidade na Diversidade 2O salmista já dizia que é bom e suave que os irmãos vivam em unidade (Sl 133). De fato, esse é um dos maiores desafios na vida da Igreja. Especialmente uma comunhão de igrejas tão ecumênica e diversa como a Comunhão Anglicana demanda uma boa dose de unidade e foco em Cristo para que possamos coexistir em paz. Isso porque nossa igreja não tem uma confissão estrita de fé, e sim os credos e sacramentos, mais a liturgia do Livro de Oração Comum como princípio da nossa fé comunitária enquanto fiéis anglicanos. A isso, chamamos unidade na diversidade.

Porém, é muito fácil ter unidade na diversidade quando tudo vai bem. O difícil é ter unidade na adversidade. Sim, o título foi de propósito. Quando passamos por problemas, todas as pequenas diferenças são multiplicadas e entramos em querelas cujo destino quase nunca é bom. Logo, orgulhos são feridos, brigamos uns com os outros e damos as costas a quem amamos.

Mas o desafio cristão é manter a unidade até quando passamos por dificuldades. São as adversidades que nos formam como povo de Deus, nos fortalecem a fé e nos tornam povo santo a fim de cumprir sua vontade. O convite que Cristo nos faz é que pensemos nas adversidades e lutemos contra elas em conjunto, com esperança, com fé e com plena comunhão com nossos irmãos e irmãs.

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