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Realidade Virtual e Vida Real

Solidariedade moderna 2Um exemplo de “realidade virtual”: quando brincamos com videogames, vislumbramos na tela uma paisagem, muitas vezes bonita e agradável de se olhar; figuras humanas ou seres mitológicos comportam-se como se estivessem vivos.

Há programas de computador que permitem passear pelas ruas de Salvador, Paris ou Nova York, sentados em nossas poltronas, com detalhes impressionantes. Existem “óculos eletrônicos” que dão a sensação de estarmos realmente andando nas ruas das cidades, interagindo com os personagens de jogos. Existem sensores eletrônicos que, espalhados pelo corpo, permitem que tenhamos sensações de toque, frio, calor, interagindo com um personagem que pode ser “uma pessoa real” ou um ser fantástico, criado pelo programa que estamos usando. Continue lendo Realidade Virtual e Vida Real

Sobre Missão

O tema da Missão é recorrente na Igreja, porque é exatamente a Missão que dá sentido ao ser da Igreja. A Igreja existe para a Missão.

Entretanto, o conceito de Missão é muitas vezes reduzido ao simples “trazer novos membros”, ou seja, o objetivo da Missão é o crescimento da Igreja enquanto instituição. Assim, associado ao conceito de Missão surge o “marketing” religioso. A busca de novos membros se torna o centro da ação da Igreja, e assim, de certa forma, a fé, a bênção e a vivência religiosa se transformam em produtos de fácil consumo. Perde-se a perspectiva da vivência comunitária, da conversão, da Graça Redentora. Continue lendo Sobre Missão

Unidade na (a)diversidade

Unidade na Diversidade 2O salmista já dizia que é bom e suave que os irmãos vivam em unidade (Sl 133). De fato, esse é um dos maiores desafios na vida da Igreja. Especialmente uma comunhão de igrejas tão ecumênica e diversa como a Comunhão Anglicana demanda uma boa dose de unidade e foco em Cristo para que possamos coexistir em paz. Isso porque nossa igreja não tem uma confissão estrita de fé, e sim os credos e sacramentos, mais a liturgia do Livro de Oração Comum como princípio da nossa fé comunitária enquanto fiéis anglicanos. A isso, chamamos unidade na diversidade.

Porém, é muito fácil ter unidade na diversidade quando tudo vai bem. O difícil é ter unidade na adversidade. Sim, o título foi de propósito. Quando passamos por problemas, todas as pequenas diferenças são multiplicadas e entramos em querelas cujo destino quase nunca é bom. Logo, orgulhos são feridos, brigamos uns com os outros e damos as costas a quem amamos.

Mas o desafio cristão é manter a unidade até quando passamos por dificuldades. São as adversidades que nos formam como povo de Deus, nos fortalecem a fé e nos tornam povo santo a fim de cumprir sua vontade. O convite que Cristo nos faz é que pensemos nas adversidades e lutemos contra elas em conjunto, com esperança, com fé e com plena comunhão com nossos irmãos e irmãs.

Rev. Luiz Coelho +