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Unidade na (a)diversidade

Unidade na Diversidade 2O salmista já dizia que é bom e suave que os irmãos vivam em unidade (Sl 133). De fato, esse é um dos maiores desafios na vida da Igreja. Especialmente uma comunhão de igrejas tão ecumênica e diversa como a Comunhão Anglicana demanda uma boa dose de unidade e foco em Cristo para que possamos coexistir em paz. Isso porque nossa igreja não tem uma confissão estrita de fé, e sim os credos e sacramentos, mais a liturgia do Livro de Oração Comum como princípio da nossa fé comunitária enquanto fiéis anglicanos. A isso, chamamos unidade na diversidade.

Porém, é muito fácil ter unidade na diversidade quando tudo vai bem. O difícil é ter unidade na adversidade. Sim, o título foi de propósito. Quando passamos por problemas, todas as pequenas diferenças são multiplicadas e entramos em querelas cujo destino quase nunca é bom. Logo, orgulhos são feridos, brigamos uns com os outros e damos as costas a quem amamos.

Mas o desafio cristão é manter a unidade até quando passamos por dificuldades. São as adversidades que nos formam como povo de Deus, nos fortalecem a fé e nos tornam povo santo a fim de cumprir sua vontade. O convite que Cristo nos faz é que pensemos nas adversidades e lutemos contra elas em conjunto, com esperança, com fé e com plena comunhão com nossos irmãos e irmãs.

Rev. Luiz Coelho +

Como o diabo faz o Inferno parecer o Céu

Grande parte da população é composta por pessoas que agem sem pensar; que, pela ignorância induzida, se deixam levar pelas mais vergonhosas formas de publicidade, convencidas, por exemplo, que precisam comprar o último modelo de um simples telefone celular  para serem reconhecidas e respeitadas pelas outras pessoas que, por isso mesmo, debocham e manifestam seu desgosto porque certa pessoa não tem o último modelo… o qual, até então, não lhe fazia falta e realmente não lhe faz falta a não ser para ficar “por dentro, ou seja, ser reconhecida e acolhida pelas outras pessoas  como “normal”, “atual”, “moderno”, “in”, … essas babaquices todas!

A economia capitalista necessita do consumo para crescer; o consumo, para se manter crescente e cada vez mais produtor de riqueza (que não é distribuída, mas acumulada por poucos), necessita de produtos que durem pouco, porque afinal a quantidade de consumidores não é infinita… ou seja, o mercado precisa que a gente re-consuma as coisas para se manter ativo… e por isso inventa necessidades que não temos para que pensemos que as temos (para isso serve a publicidade, indutora de “valores de felicidade”) e com isso, consumir aquilo que nos convencem ser realmente necessário para sermos felizes! É mais ou menos isso que se chama “realidade líquida” (cf. Zygmunt Bauman).

A massa se encanta com as “novas” tecnologias, que se apresentam no mercado como surgidas de forma mágica, do nada, massa fica admirada com a capacidade científica do Império… Na verdade, quando uma “nova” tecnologia surge no mercado, ela já está ultrapassada e com prazo contado para durar (hoje em dia, algo em torno de seis meses no máximo). Continue lendo Como o diabo faz o Inferno parecer o Céu