Arquivo da categoria: Tempo de Pentecostes

A Celebração de Jesus Cristo, Rei do Universo

Cruz Gloriosa de Cristo ReiO Calendário Litúrgico define o Último Domingo depois de Pentecostes como Festa de Jesus Cristo, Rei do Universo.

Trata-se do último domingo do ano Litúrgico. O domingo seguinte é o Domingo do Advento. iniciando um novo ciclo do Tempo Litúrgico.

Celebrar o Reinado de Cristo ao final do Ano Litúrgico é completar o ciclo que começa com o tempo da espera da vinda do Senhor (Advento), o tempo da Natividade, a Epifania, a Quaresma, o Tempo Pascal e o Pentecostes e seus domingos seguintes. Assim, concluímos o ciclo afirmando o Senhorio Absoluto de Cristo, diante dos poderes e impérios deste mundo. Continue lendo A Celebração de Jesus Cristo, Rei do Universo

O Tempo depois de Pentecostes

discipuloIniciamos o longo tempo litúrgico conhecido como o Tempo depois de Pentecostes, que – no lecionário moderno é considerado parte do Tempo Comum (junto com o Tempo da Epifania). Nesta Paróquia preferimos manter o nome “Tempo depois de Pentecostes“, seguindo a tradição de nossa Igreja.

Na semana passada celebramos a SS. Trindade, o primeiro domingo depois da Festa de Pentecostes.  O Tempo depois de Pentecostes começa, portanto com o Domingo da SS. Trindade e termina com a Festa de Cristo Rei, o domingo anterior ao Advento, marcando assim o final do ano litúrgico. Nesta paróquia optamos por manter os Tempos litúrgicos conforme a Tradição. A cor litúrgica do Tempo depois de Pentecostes é o verde.

Durante este Tempo, aos domingos lemos perícopes do Evangelho que narram eventos do ministério de Jesus; nossa norma litúrgica prevê um ciclo de três anos, sendo que a cada ano do ciclo lemos – majoritariamente – os textos de um dos Evangelhos Sinóticos (Mateus, Marcos ou Lucas). Este ano, chamado Ano B do ciclo, estaremos acompanhando as narrativas segundo São Marcos.

O Evangelho de Marcos é considerado o mais antigo dos quatro Evangelhos, sendo que – de acordo com os especialistas – sua composição se inicia no tempo do ministério do Apóstolo Paulo, cerca de 25 anos depois da Ressurreição do Senhor. Ainda segundo os especialistas, Mateus e Lucas utilizaram muito do material de Marcos, além de outras fontes próprias de cada um deles.

O Evangelho de Marcos surge na região da Palestina e da Síria, entre as comunidades cristãs de origem judaica e alguns poucos gentios (não judeus). São estas as primeiras comunidades cristãs que surgem após o evento de Pentecostes. O Evangelho de Marcos é permeado com as experiências, a forma de compreender e a cultura dessas comunidades, seus anseios, temores e esperanças.

Assim neste tempo estaremos acompanhando o caminhar do Senhor Jesus Cristo na Galileia e outras partes do território, tentando compreender e conhecer, pela ação do Espírito Santo e à luz do testemunho daquelas comunidades da Igreja Primitiva, a Vontade de Deus para a Igreja Contemporânea.

O Senhor está conosco!

Rev. Luiz Caetano ost+

SS. Trindade: Justiça, Misericórdia e Graça!

Conta-se que, certo dia, Santo Agostinho de Hipona estava refletindo sobre o Mistério da SS. Trindade. Ele queria entender o mistério a partir da lógica helenista de seu tempo.

Agostinho, olhando para a praia enquanto meditava, viu um menino brincando na areia, de forma curiosa: o menino havia cavado um buraco na areia e, com um vasilhame, corria até o mar e trazia água que jogava no buraco, e ficava olhando. Em seguida, ele voltava ao mar, e trazia água e jogava no buraco. E fez isso muitas vezes. Agostinho ficou encafifado com aquilo e resolveu descer até a praia para ver de perto. Ele precisava espairecer um pouco porque sua cabeça estava doendo de tanto pensar sobre a SS. Trindade e, talvez brincando um pouco com o menino, poderia distrair-se.

Chegando à praia, viu que o menino continuava fazendo a mesma coisa, parecia até um ritual: ia até o mar, enchia o vasilhame com água e jogava no buraco cavado na areia. Agostinho se aproximou e perguntou ao menino: “_ O que você está fazendo, com essa brincadeira de buscar água e jogar dentro do buraco?”. Olhando para Agostinho, o menino disse: “_ Estou colocando o mar todinho dentro desse buraco!”

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