A que estamos nos preparando?

Viemos, muitos de nós, a esta igreja, hoje.  Viemos fazer o que?

A resposta fácil é dizer que viemos nos preparar, em expectativa pela celebração futura do nascimento de nosso Senhor Jesus Cristo. Mas vejam: não é uma história romântica, enfeitada, carinhosa.  É uma história de sofrimento, pois Deus surge no meio do sofrimento.

Um bebê renegado, uma família pobre, um ambiente sujo… Um rei que vem em meio à miséria, a salvação que vem da linhagem mal vista, o Deus que escolhe apresentar-se como um recém nascido vulnerável, em meio a uma civilização atrasada e marginal…

Como essa história chegou até os dias de hoje?  Como não foi censurada pelos poderosos?  Ou será que foi?

Precisamos reaprender essa história em sua essência. Precisamos despi-la de todos os surtos consumistas, de sua manipulação pelas elites, de sua descaracterização como história de libertação para toda a humanidade.

Precisamos aprender que Deus surge no meio da nossa maior adversidade.

Precisamos aprender que Deus vem em meio aos pobres.

Precisamos aprender que nada seríamos se uma mulher não tivesse aceito essa história.

Precisamos aprender que a salvação não se dá em castelos ou riquezas, e sim em ambientes desprezados pela sociedade.

Precisamos redescobrir a nós mesmos, na adoração a Deus que se faz vulnerável de propósito, por amor a nós.

Só aí, seremos capazes de entender o caminho da salvação. E, assim, este tempo de expectativa será espiritualmente válido.

O Cristo está próximo. Preparemo-nos para a sua vinda!

 

Rev. Luiz Coelho

Então… é Advento!

Dezembro vem chegando (já chegou) e o mundo ao nosso redor começa a se preparar com muito vigor para o Natal (e para as compras de Natal).  Afinal de contas, já é Natal em todas as lojas de departamentos, escritórios, bancos, restaurantes, etc.

Mas essa pressão por deixar o Natal à vista, advém, especialmente, em virtude da lógica de mercado que nos obriga a estar sempre comprando algo num impulso de consumir, consumir, consumir.  A Igreja, contudo, é contracultural (ao menos algumas igrejas) e tem preparada, nas 4 semanas que antecedem o Natal, uma quadra chamada de Advento. Continue lendo Então… é Advento!

Que Rei é este?

Igrejas de tradição Anglicana, bem como a Igreja Romana e, em alguns lugares, várias outras denominações cristãs protestantes, incluindo os luteranos, alguns presbiterianos e metodistas, celebram, em honra de Cristo, a Festa de Cristo Rei, ou como diz no nosso Livro de Oração Comum, a Festa de Jesus Cristo, Rei do Universo, no último domingo do ano litúrgico, antes que o novo ano comece com o primeiro domingo do Advento.

O belo poema de Paulo, na carta aos Filipenses, descreve muito bem a maneira de como o Senhor manifesta o Seu Poder e nos dá pistas para entender o Seu Reinado:

“Ele tinha a natureza de Deus, mas não se impôs como igual a Deus. Pelo contrário, ele abriu mão de tudo o que era seu e tomou a natureza de servo, tornando-se assim igual aos seres humanos. E, vivendo a vida comum de um ser humano, ele foi humilde e obedeceu a Deus até a morte — morte de cruz.Por isso Deus deu a Jesus a mais alta honra e pôs nele o nome que é o mais importante de todos os nomes, para que, em homenagem ao nome de Jesus, todas as criaturas no céu,na terra e no mundo dos mortos, caiam de joelhos e declarem abertamente que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus, o Pai”. (Filipenses 2. 6-11)

Diante da majestade de Deus, manifesta em Jesus, o Cristo, todos os seres da Criação se inclinam, não por imposição do poder, mas pelo reconhecimento da Graça, para confessarem o Senhorio de Cristo, “à direita do Pai” (isto é, com o poder do Pai!). Continue lendo Que Rei é este?

Uma comunidade de fé cristã, na Diocese Anglicana do Rio de Janeiro, em comunhão com a Sé de Cantuária; uma comunidade acolhedora, sem imposições moralistas, procurando vivenciar o Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo.