As Antífonas do Ó

As “Antífonas do Ó” são tradicionalmente cantadas antes do Magnificat, no Ofício de Oração Vespertina, nos dias que precedem o Natal. Na tradição anglicana, são oito. As sete primeiras descrevem os atributos de Jesus segundo as Escrituras. Elas são as seguintes: O Sapientia (Ó Sabedoria), O Adonai (Ó Senhor), O Radix Jesse (Ó Raiz de Jessé), O Clavis David (Ó Chave de Davi), O Oriens (Ó Oriente), O Rex gentium (Ó Rei dos povos) e O Emmanuel (Ó Deus-conosco). A última, O Virgo virginum (Ó Virgem das virgens), refere-se à Virgem Maria. Há um hino de Advento, chamado “Ó vem Emanuel”, que é baseado nesses textos e musicado ao som de um canto medieval possivelmente judaico.

O nome das antífonas vem da interjeição “ó” que precede todas elas. A imagem da Virgem Maria grávida, às vésperas de dar à luz, passou a ser chamada de “Nossa Senhora do Ó”, já que os dias “antes do nascimento de Jesus” são os dias em que a Igreja suspira por sua vinda com os “ós”. Vamos recitar as antífonas do ó nos nossa oração familiar diária?

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A que estamos nos preparando?

Viemos, muitos de nós, a esta igreja, hoje.  Viemos fazer o que?

A resposta fácil é dizer que viemos nos preparar, em expectativa pela celebração futura do nascimento de nosso Senhor Jesus Cristo. Mas vejam: não é uma história romântica, enfeitada, carinhosa.  É uma história de sofrimento, pois Deus surge no meio do sofrimento.

Um bebê renegado, uma família pobre, um ambiente sujo… Um rei que vem em meio à miséria, a salvação que vem da linhagem mal vista, o Deus que escolhe apresentar-se como um recém nascido vulnerável, em meio a uma civilização atrasada e marginal…

Como essa história chegou até os dias de hoje?  Como não foi censurada pelos poderosos?  Ou será que foi?

Precisamos reaprender essa história em sua essência. Precisamos despi-la de todos os surtos consumistas, de sua manipulação pelas elites, de sua descaracterização como história de libertação para toda a humanidade.

Precisamos aprender que Deus surge no meio da nossa maior adversidade.

Precisamos aprender que Deus vem em meio aos pobres.

Precisamos aprender que nada seríamos se uma mulher não tivesse aceito essa história.

Precisamos aprender que a salvação não se dá em castelos ou riquezas, e sim em ambientes desprezados pela sociedade.

Precisamos redescobrir a nós mesmos, na adoração a Deus que se faz vulnerável de propósito, por amor a nós.

Só aí, seremos capazes de entender o caminho da salvação. E, assim, este tempo de expectativa será espiritualmente válido.

O Cristo está próximo. Preparemo-nos para a sua vinda!

 

Rev. Luiz Coelho

Então… é Advento!

Dezembro vem chegando (já chegou) e o mundo ao nosso redor começa a se preparar com muito vigor para o Natal (e para as compras de Natal).  Afinal de contas, já é Natal em todas as lojas de departamentos, escritórios, bancos, restaurantes, etc.

Mas essa pressão por deixar o Natal à vista, advém, especialmente, em virtude da lógica de mercado que nos obriga a estar sempre comprando algo num impulso de consumir, consumir, consumir.  A Igreja, contudo, é contracultural (ao menos algumas igrejas) e tem preparada, nas 4 semanas que antecedem o Natal, uma quadra chamada de Advento. Continue lendo Então… é Advento!

Uma comunidade de fé cristã, na Diocese Anglicana do Rio de Janeiro, em comunhão com a Sé de Cantuária; uma comunidade acolhedora, sem imposições moralistas, procurando vivenciar o Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo.