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DIMAS, O ZELOTE

 17 Rubens Christ on the Cross between the Two Thieves 1619-20 Oil on panel, 429 x 311 cm Koninklijk Museum voor Schone Kunsten, Antwerp The painting is also called as Pierced with a Lance. Rubens' close involvement with the resurgence of Catholicism and the struggle for power led to the production a numerous large altarpieces. His stirring baroque ideas come to the fore in The Lance, with its emotionally charged, highly plastic figures ....Web Gallery Of ArtErroneamente conhecido como “o bom ladrão”, por dificuldades de tradução e compreensão, Dimas e o outro companheiro de Jesus na crucificação não eram ladrões, mas criminosos políticos! A morte na cruz era a pena aplicada pelos Romanos contra quem atentava ou subvertia a ordem do Império.

Ele  era um Zelote, membro de um grupo extremista de nacionalistas judeus que lutavam contra a dominação romana na Judéia. A Igreja Latina deu-lhe o nome de Dimas; a Igreja Oriental chamou-o de Rakh.

O encontro de Dimas com Jesus acontece em um momento crítico, ambos em agonia na cruz. Crucificados, ambos estavam agonizando por asfixia, e o falar era doloroso, pois tinham de forçar o corpo, apoiar-se nos pés e erguer o tronco.  Foi um encontro de poucas e dolorosas palavras que resultou em um fato maravilhoso. Continue lendo DIMAS, O ZELOTE

NICODEMOS, O FARISEU

Nicodemos 1Lemos no Capítulo 3 do Evangelho de São João, a narrativa do encontro de um homem chamado Nicodemos com Jesus:

3.1 Havia entre os fariseus um homem chamado Nicodemos, um dos principais dos judeus. 2 Este, de noite, foi até Jesus e lhe disse: — “Rabi, sabemos que o senhor é Mestre vindo da parte de Deus, porque ninguém pode fazer estes sinais que o senhor faz, se Deus não estiver com ele”.

Na postagem anterior, falamos do encontro de Zaqueu, o publicano, com Jesus. Hoje falaremos do encontro de outro homem, oposto a Zaqueu, um fariseu. Ao contrário de Zaqueu, Nicodemos era respeitado pelo povo e uma pessoa de alta posição na sociedade judaica. Por ser “um dos principais dos judeus” , isto é, membro do Sinédrio, o Grande Conselho Judaico, ele era respeitado até pelos Romanos que anexaram a Judeia ao seu Império. Continue lendo NICODEMOS, O FARISEU

ZAQUEU, O PUBLICANO

ZaqueuPara desespero dos moralistas de plantão, não há, uma sequer, palavra de Jesus, nos Evangelhos, sobre a “imoralidade” sexual de seu tempo. Sabemos que Jesus viveu em uma sociedade que, embora em área judaica, era profundamente marcada pelo helenismo, cuja base ética não se importava com o hedonismo ou o erótico. Jesus também não! como veremos, sua preocupação é outra.

Vão citar, com toda certeza,  para me corrigir, a Samaritana (que tinha cinco maridos e mais um) ou a “mulher adúltera” (cujo adultério não foi demonstrado, como exigia a Lei). Ambas as referências são do texto de João, o qual, como sempre, é  mal entendido pelas pessoas “de fé”, porque gostam de lê-lo a partir dos próprios paradigmas para justificá-los e não a partir do tempo e do  contexto onde João foi escrito.

Mas não é esse o tema que vou abordar. Falei nisso só pra chatear os moralistas… que aliás, chateiam todo mundo!

Acontece que, também para desespero dos moralistas e, especialmente dos moralistas cujo referencial ético é o Capitalismo, há severas palavras de Jesus contra a exploração econômica de pessoas. Todavia, apesar se sua severidade, Jesus trata do assunto com profunda misericórdia e compreensão do coração humano, ao contrário dos moralistas de plantão de seu tempo e de todos os tempos.

A narrativa (Lucas 19.1-10) do encontro de Zaqueu, o publicano, com Jesus, o Cristo, é muito significativa, pois tem implicações essenciais para a compreensão da Boa Nova a partir do contexto da Igreja Primitiva, onde o Evangelho de Lucas foi gerado, Continue lendo ZAQUEU, O PUBLICANO