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Plano de Ação Paroquial (II)–Comunidade Diaconal

leia antes a postagem anterior: Plano de Ação Paroquial (I)

O Evangelho nos apresenta três dimensões para a vida cristã, que devem ser vividas simultaneamente: a Comunhão (Koinonia), o Serviço (Diakonia) e o Testemunho Missionário (Martiria). É com tal visão que estamos construindo nosso plano de ação paroquial, em oração e esperança. Em edição anterior, falamos sobre Comunidade em Koinonia. Hoje falaremos sobre a segunda dimensão da vida cristã.

Partilha 22. Queremos ser uma Comunidade Diaconal

A Paróquia já traz, como herança, grande senso diaconal. Faz-se o que pode ser feito nas limitações que sempre existiram em decorrência da ausência de um espaço próprio.

Assim, desde há alguns anos, a Paróquia tem apoiado e atuado em cooperação com várias organizações e iniciativas populares, a saber: Continue lendo Plano de Ação Paroquial (II)–Comunidade Diaconal

Unidade na (a)diversidade

Unidade na Diversidade 2O salmista já dizia que é bom e suave que os irmãos vivam em unidade (Sl 133). De fato, esse é um dos maiores desafios na vida da Igreja. Especialmente uma comunhão de igrejas tão ecumênica e diversa como a Comunhão Anglicana demanda uma boa dose de unidade e foco em Cristo para que possamos coexistir em paz. Isso porque nossa igreja não tem uma confissão estrita de fé, e sim os credos e sacramentos, mais a liturgia do Livro de Oração Comum como princípio da nossa fé comunitária enquanto fiéis anglicanos. A isso, chamamos unidade na diversidade.

Porém, é muito fácil ter unidade na diversidade quando tudo vai bem. O difícil é ter unidade na adversidade. Sim, o título foi de propósito. Quando passamos por problemas, todas as pequenas diferenças são multiplicadas e entramos em querelas cujo destino quase nunca é bom. Logo, orgulhos são feridos, brigamos uns com os outros e damos as costas a quem amamos.

Mas o desafio cristão é manter a unidade até quando passamos por dificuldades. São as adversidades que nos formam como povo de Deus, nos fortalecem a fé e nos tornam povo santo a fim de cumprir sua vontade. O convite que Cristo nos faz é que pensemos nas adversidades e lutemos contra elas em conjunto, com esperança, com fé e com plena comunhão com nossos irmãos e irmãs.

Rev. Luiz Coelho +

A UNIDADE DA IGREJA DE CRISTO e A IGREJA EPISCOPAL

S. Pedro e São Paulo: A Igreja Judaica e a Igreja Gentílica se abraçam!
Unidade da Igreja: S. Pedro e São Paulo: A Igreja Judaica e a Igreja Gentílica se abraçam!

Uma dificuldade que as pessoas hoje têm de compreender o sentido de unidade da Igreja de Cristo deve-se ao fato de haverem muitas denominações cristãs, diferentes Igrejas. Entretanto, essa diversidade é salutar! Unidade não significa uniformidade, nem unicidade, nem unificação (esse tipo de pensamento ocorre em grupos ecumênicos muito influenciados pelo romanismo).

A gente precisa entender bem essa questão da “divisão” da Igreja. Não é verdade que a Igreja Primitiva era uma coisa só. Não era! Havia uma variedade na forma de organização e na liturgia. A Igreja Primitiva, das primeiras gerações cristãs, era uma riqueza de diversidade!

Desde do início da expansão missionária a partir da Igreja de Antioquia, que envia Paulo e Barnabé em Missão por ordem do Espírito Santo (cf. Atos 13.1-3), o cristianismo começou a dialogar com culturas e povos diferentes daquele ambiente onde surge o cristianismo.  Nesse sentido, o Apóstolo Paulo logo compreendeu que a grandeza do Evangelho não se limitava aos preceitos do judaísmo mas é uma libertação e uma superação da Lei, e que o Evangelho de Jesus Cristo é de fato a Boa Nova para todos os povos. A expansão do Evangelho entre os povos pagãos do Império Romano, especialmente no ambiente marcado pelo helenismo, obrigou a Igreja em Jerusalém rever suas posições em relação às práticas judaicas; tal revisão aconteceu no que chamamos de Concílio de Jerusalém, narrado em Atos dos Apóstolos (15.1-33), provocada pela própria Igreja de Antioquia, a grande igreja missionária que, movida pelo Espírito Santo, deu início à evangelização do mundo gentílico: as comunidades que surgem a partir do movimento de Antioquia já não eram formadas apenas por pessoas de tradição judaica, mas também por gentias, ou seja, não judias. Continue lendo A UNIDADE DA IGREJA DE CRISTO e A IGREJA EPISCOPAL