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ANDRÉ, O PESCADOR

André ApóstoloO pescador André tem nome grego, “Andréas”,  natural de Betsaida,  um povoado de pescadores junto ao Mar da Galileia, perto de Cafarnaum, onde ele viva, assim como seu irmão, Simão. Aliás, Betsaida significa “casa da pesca” em hebraico.

Junto com João, filho de Zebedeu, além de pescador, era discípulo do Batista, aquele que veio aplainar o cominho do Senhor. Tendo ouvido o testemunho do Batista sobre Jesus, passou a acompanhar Jesus, se tornando um dos seus primeiros discípulos.

O Evangelho de João nos conta que André foi buscar seu irmão Simão, testemunhando haver encontrado o Messias.  Simão acompanhou André, conheceu Jesus e recebeu o nome de Pedro.

André, o pescador, portanto, foi um dos dois primeiros discípulos de Jesus, o outro foi João.  O encontro de André com Jesus foi a partir do testemunho do Batista, e um diálogo com Jesus: Continue lendo ANDRÉ, O PESCADOR

NICODEMOS, O FARISEU

Nicodemos 1Lemos no Capítulo 3 do Evangelho de São João, a narrativa do encontro de um homem chamado Nicodemos com Jesus:

3.1 Havia entre os fariseus um homem chamado Nicodemos, um dos principais dos judeus. 2 Este, de noite, foi até Jesus e lhe disse: — “Rabi, sabemos que o senhor é Mestre vindo da parte de Deus, porque ninguém pode fazer estes sinais que o senhor faz, se Deus não estiver com ele”.

Na postagem anterior, falamos do encontro de Zaqueu, o publicano, com Jesus. Hoje falaremos do encontro de outro homem, oposto a Zaqueu, um fariseu. Ao contrário de Zaqueu, Nicodemos era respeitado pelo povo e uma pessoa de alta posição na sociedade judaica. Por ser “um dos principais dos judeus” , isto é, membro do Sinédrio, o Grande Conselho Judaico, ele era respeitado até pelos Romanos que anexaram a Judeia ao seu Império. Continue lendo NICODEMOS, O FARISEU

ZAQUEU, O PUBLICANO

ZaqueuPara desespero dos moralistas de plantão, não há, uma sequer, palavra de Jesus, nos Evangelhos, sobre a “imoralidade” sexual de seu tempo. Sabemos que Jesus viveu em uma sociedade que, embora em área judaica, era profundamente marcada pelo helenismo, cuja base ética não se importava com o hedonismo ou o erótico. Jesus também não! como veremos, sua preocupação é outra.

Vão citar, com toda certeza,  para me corrigir, a Samaritana (que tinha cinco maridos e mais um) ou a “mulher adúltera” (cujo adultério não foi demonstrado, como exigia a Lei). Ambas as referências são do texto de João, o qual, como sempre, é  mal entendido pelas pessoas “de fé”, porque gostam de lê-lo a partir dos próprios paradigmas para justificá-los e não a partir do tempo e do  contexto onde João foi escrito.

Mas não é esse o tema que vou abordar. Falei nisso só pra chatear os moralistas… que aliás, chateiam todo mundo!

Acontece que, também para desespero dos moralistas e, especialmente dos moralistas cujo referencial ético é o Capitalismo, há severas palavras de Jesus contra a exploração econômica de pessoas. Todavia, apesar se sua severidade, Jesus trata do assunto com profunda misericórdia e compreensão do coração humano, ao contrário dos moralistas de plantão de seu tempo e de todos os tempos.

A narrativa (Lucas 19.1-10) do encontro de Zaqueu, o publicano, com Jesus, o Cristo, é muito significativa, pois tem implicações essenciais para a compreensão da Boa Nova a partir do contexto da Igreja Primitiva, onde o Evangelho de Lucas foi gerado, Continue lendo ZAQUEU, O PUBLICANO